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17 de fevereiro de 2019
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Brasil

Futuro ministro de Bolsonaro admite falência da Saúde pública

Luiz Henrique Mandetta alertou para a volta de epidemias e a cobertura vacinal baixa

O ortopedista Luiz Henrique Mandetta foi anunciado oficialmente como futuro Ministro da Saúde, na tarde de hoje, em Brasília. Na ocasião, o deputado federal do DEM-MS admitiu a “falência do atual sistema de Saúde” e declarou que busca a organização e reorganização da Pasta, e que essa é “uma luta de toda a nação brasileira”.

Mandetta revelou que será preciso muito trabalho para reconstruir a Saúde. Ao ser questionado sobre a mortalidade infantil, o futuro ministro apontou que “estamos com cobertura vacinal baixa, reintrodução de febre amarela em São Paulo, temos epidemia de sarampo vindo pela calha norte e pólio como uma possibilidade. Me parece que vamos precisar contar com muita solidaderiedade e confiabilidade principalmente da imprensa pra tirar esses índices que definitivamente não são aqueles que a gente merece enquanto País que tem um sistema de saúde que se propõe a ser universal, integral e equânime”. 

Segundo ele, o Brasil tem muitos problemas que indicam a falência do atual sistema de Saúde. “Você tem as pessoas com doença rara sem acesso; este mês ficamos desabastecidos dos medicamentos de pessoas transplantadas; dificuldade com medicamento para hepatite C e temos uma epidemia de sífilis dentro do País. Então temos que falar o português muito claro e trabalhar muito junto pra enfrentar isso”.

Confira alguns trechos da entrevista do futuro ministro da Saúde.

Prioridades
Para o futuro ministro da Saúde, “não tem como dizer que A é prioridade em relação à B”, a saúde é um conjunto de ações. Mandetta pontuou a concepção, o pré-natal, a primeira infância, gravidez na adolescência, AIDS, doenças mentais que levam à depressão e também questões da terceira idade. 

Mais Médicos
Um dos assuntos mais discutidos durante a coletiva de imprensa de Henrique Mandetta foi a saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos. Para ele, o ocorrido era um risco já alertado desde o início. 

“Os critérios à epoca me parecem que eram muito mais um convênio entre Cuba e o PT e não entre Cuba e o Brasil porque não houve uma tratativa basicamente bilateral, mas sim uma ruptura unilateral”, afirma. Em seguida, Mandetta relatou que “precisamos de políticas que sejam sustentáveis, as improvisações de saúde constumam terminar mal e essa não foi diferente das outras”.

Revalida

Mandetta informou que vai tomar medidas junto com o governo atual para saber que impactos as sugestões dele pode trazer. Todas as questões mais específicas sobre como será feito o Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira) terá que ser discutida com o governo atual e com as autarquias federais. Contudo, o Revalida não será, necessariamente, uma prova.

“Quando você fala em revalidar, tem várias maneiras de revalidar. O que queremos dizer com revalida é revalidar, saber quem é, o que estudou, o que falta de lacuna para atender o povo brasileiro, qual o grau de competência, o grau de vinculo com a comunidade, não pode haver a relativização. Não existe vida do interior e vida da capital, existe vida”, afirmou Mandetta. 

Algumas possibilidades, no entanto, foram levantadas. Segundo o futuro ministro, há a possibilidade de fazer a avaliação do serviço e também de fazer uma série de medidas onde, ao mesmo tempo a população esteja resguardada, tenha a garantia de qualidade do profissional. “As ferramentas a serem utilizadas serão definidas após ingresso no setor”, explicou.

Diário do Nordeste

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