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17 de fevereiro de 2019
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Bahia

Quase 10 mil baianos foram internados por conta da asma em 2018

De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 26 mil pessoas foram internadas, entre janeiro e setembro deste ano, por conta da enfermidade.

Doença inflamatória crônica das vias aéreas, a asma é um problema que afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e, em casos mais graves, pode até vir a matar se o tratamento dado não for o mais adequado. Aqui no Nordeste, de acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 26 mil pessoas foram internadas, entre janeiro e setembro deste ano, por conta da enfermidade.

E é a Bahia quem lidera o ranking regional com 9.740 internações – pouco mais de 37% da quantidade total de casos registrados. Em segundo lugar aparece o estado do Maranhão, com 4.561 (17,5%) pessoas que precisaram ir ao hospital por causa da enfermidade. Já o terceiro e quarto lugares são ocupados por Ceará e Pernambuco, com 3.831 e 2.485 internações, respectivamente.

A asma é uma das condições crônicas mais comuns e acomete, segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, atinge 20 milhões de pessoas e é responsável por cerca de três mil mortes por ano, sendo a quarta causa de internação hospitalar, afetando indivíduos de todas as idades.

No inverno, os casos de internação por doenças respiratórias aumentam de 35 a 50%. De acordo com o médico Oliver Nascimento, alguns dos sintomas estão relacionados a falta de ar, tosse e chiado no peito.

No geral, de acordo com especialistas, ela está dividida diversos tipos, que vão desde àqueles com sintomas leves e intermitentes até os considerados mais graves, possuindo sintomas graves persistentes ao longo do dia na maioria dos dias e frequentemente durante a noite.

Ainda de acordo com eles, é importante entender o que causa seus ataques de asma e tentar reduzir a exposição a esses agentes ou buscar tratamentos mais adequados. Entre os principais gatilhos estão substâncias transportadas pelo ar ou químicas, como tintas, alimentação, àquelas induzidas por exercícios físicos, ocupacionais, noturnas, mudanças de temperatura e até medicamentos.

Entre os principais fatores de risco estão histórico familiar e de alergias, obesidade, baixo peso ao nascer e refluxo gastroesofágico. Já com relação as formas de tratamento, medicamentos como corticoesteroides inalados, de uso contínuo, geralmente são indicados.

Mas, inicialmente, o procedimento a ser feito é procurar um médico pneumologista, para avaliar qual o grau de asma do paciente. “Ela tem controle e existe tratamento que consegue abordar os diversos casos. Também é importante que as pessoas não tenham medo da ‘bombinha’, que é segura”, afirmou Nascimento.

Tribuna da Bahia

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