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18 de julho de 2024
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Cuscuzerias valorizam cultura nordestina no Vale do São Francisco

Uma das bases da alimentação do povo nordestino é, sem dúvidas, o cuscuz. O prato, já tradicional na cultura africana, ganhou novos elementos na vinda ao brasil e se tornou figura habitual nas refeições, acompanhado de ovos, carne de charque, leite ou manteiga.

Se no Brasil o surgimento do cuscuz está ligado às camadas mais pobres da população, como famílias de escravizados que fugiam ou de bandeirantes, hoje o prato é um símbolo do nordeste, o que fica evidente nas camisas, canecas, quadros e memes na internet sobre o prato. No Vale do São Francisco, um dos ramos da culinária local que impressiona quem vem de fora, e até mesmo aos que nasceram às margens do Rio São Francisco, são as cuscuzerias.

A proposta é valorizar o cuscuz, servido em porções individuais, chamadas de “peitinho”, devido á forma da cuscuzeira, e cheio de acompanhamentos como bode, frango, diversos queijos e até banana da terra.

Em cada estabelecimento, a média é de 300 pratos por dia e cerca de 300kg de cuscuz por mês. Yeslândia Sampaio há quatro anos começou a vender cuscuz e pastéis junto com seus pais e o irmão em um trailer.  “Começou aquela coisa familiar mesmo, só nós quatro e a gente percebeu que apesar de sair pastel, teve o boom do cuscuz, todo mundo só queria saber do cuscuz recheado. E começou no boca a boca, todo mundo chegava falando”.

O que levaria alguém a sair de casa para comer algo que ela mesma pode preparar? O diferencial das cuscuzerias é a variedade de sabores. Além dos acompanhamentos tradicionais, alimentos como o queijo do reino e até o camarão fazem parte dos cardápios, que têm preços baixos e garantem a fidelização dos clientes, como Yeslância explica. “A gente tem cliente que janta aqui de segunda á sábado, tem outros que vêm três vezes na semana. Cuscuz não enjoa, é uma maravilha”.

A valorização da cultura e da culinária nordestina é presente em cada aspecto das cuzcuzerias, que agregam na decoração as chitas, candeeiros, cordéis e outros elementos que garantem que a visita seja uma imersão de sabores e sentidos do que é ser nordestino. Mesmo com o crescimento de fast foods, food trucks e franquias de multinacionais na região, as cuscuzerias fazem parte de um nicho específico da culinária, que relembra as origens do povo que aqui vive e as belezas da região.

Brasil de Fato – Vanessa Gonzaga

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