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PF aponta que Bacellar exercia liderança política do CV em “espoliação” no RJ

Bacellar exercia ‘liderança do núcleo político’ do CV, aponta relatório da PF: ‘Retrato perfeito da espoliação’

Foto: Thiago Lontra/ALERJ

A Polícia Federal aponta que o deputado estadual Rodrigo Bacellar, afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), exerce “a liderança do núcleo político” do Comando Vermelho (CV). A afirmação consta em relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que o parlamentar é indiciado por vazar informações sobre investigações.

Em 188 páginas, o documento descreve que o parlamentar é quem “fornece a interlocução política necessária à blindagem das ações da horda”. Como antecipou o blog do jornalista Lauro Jardim, do GLOBO, o relatório aponta a “capacidade de articulação” como o “maior ativo de Rodrigo Bacellar”. O relatório foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, no fim de janeiro, e é assinado pelo delegado Guilhermo de Paula Catramby.

Em nota, o advogado Daniel Bialski, que defende Bacellar, afirmou que “inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas”. A defesa acrescenta que o indiciamento é “arbitrário e abusivo”. 

‘Ingredientes nefastos’ e foco em votos

Preso em dezembro durante comparecimento à Superintendência da Polícia Federal, no Rio, Bacellar foi alvo de um mandado de prisão expedido por Moraes após indícios de que o então presidente da Alerj teria vazado para o então deputado estadual TH Jóias — Thiego Raimundo dos Santos Silva — detalhes sigilosos da Operação Zargun, que prendeu TH, em setembro.

Os deputados do Rio, entretanto, votaram pela revogação da prisão de Bacellar, que recebeu a liberdade provisória, mas com medidas cautelares impostas por Moraes, como o afastamento da presidência da Assembleia, assim como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno.

Agora, nessa versão final, enviada a Moraes, a PF aponta que “um dos ingredientes nefastos dessa teia criminal do Rio de Janeiro é a interação dos grupos criminosos violentos com agentes públicos”. Por isso, o caso envolvendo Bacellar e TH é classificado como “o retrato perfeito da espoliação dos espaços públicos de poder pelas facções criminosas no Rio”: entre as intenções — conforme destacado pela investigação — da manutenção do vínculo com o CV está a de que a facção é a “responsável pelo maior controle territorial do Estado do Rio de Janeiro, o que se traduz em milhões de votos no pleito eleitoral que se avizinha”.

A PF ressalta ainda que Bacellar “já estava em franca campanha eleitoral” para o Governo do Estado, com direito a um “organograma da sua futura administração” delineado em um pedaço de papel, com os nomes indicados a secretarias e outros cargos-chave. 

O tal “capital” de Bacellar, citado pela autoridade policial como a “capacidade de interlocução e persuasão em todos os poderes”, é apontado como aquilo que colocou o presidente afastado da Alerj “na posição de liderança da organização criminosa” e que permitiu que vazasse a operação a TH.

Para a Polícia Federal, essa movimentação do deputado estadual “traz à tona a teia de interações e relacionamentos escusos existentes no cerne dos órgãos estatais” e, além disso, revela “a existência de um verdadeiro estado paralelo, capitaneado pelos capos da política fluminense”, com bastidores envolvendo vazamento de informações que “inviabilizam o sucesso de operações policiais relevantes contra facções criminosas violentas”.

Como presidente da Casa parlamentar, eleito por unanimidade para a cadeira, Bacellar, avalia a PF, conseguia exercer “macroinfluência em todos os setores políticos do Rio”, além de deter “ascendência hierárquica sobre os demais membros” e controlar as atuações desses personagens, como direcionar o que deveria ser movimentado ou não na casa de TH Jóias antes da chegada da polícia.

TH Jóias, por sua vez, é apontado como um “parlamentar estadual membro do Comando Vermelho com assento na Alerj para atendimentos escusos da facção nos mais distintos assuntos, notadamente na área da segurança pública”. Em setembro do ano passado, O GLOBO mostrou que uma unidade do Batalhão de Choque instalada dentro da comunidade da Gardênia Azul, na Zona Sudoeste do Rio, durou um ano e um mês: TH Jóias teria interferido para que a unidade fosse retirada, porque “atrapalhava o CV”, conforme informado à época da prisão do deputado pelo superintendente da PF no Rio, Fábio Galvão.

O relatório final da PF indica ainda que era TH o responsável por intermediar a aquisição de armas e equipamentos tecnológicos à facção, além de participar de encontros, pessoalmente, com a cúpula da facção.

Fonte: Tribuna Da Bahia

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