15 de abril de 2026
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Novo submarino nuclear, armas e parcerias: como diminuir dependência dos EUA

Foto: Divulgação

Estado-Maior das Forças mantém estudos sobre diminuição da interdependência com os EUA.

Consternação e expectativa de que o bom senso prevaleça, mas sobretudo que o Brasil assuma uma postura realista diante do novo cenário geopolítico que o envolve. O rápido estremecimento das relações entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos – uma escalada iniciada pela gestão de Donald Trump – levou de roldão a esperança dos militares de que a crise não atingiria as boas relações entre os militares dos dois países.

Na manhã de quarta-feira, quando a decisão do Ministério da Defesa de cancelar todos os exercícios militares conjuntos com forças estrangeiras no Brasil em 2025 ainda não havia sido anunciada, o Estado-Maior do Exército (EME) disparara telefonemas para os oficiais generais que servem, atualmente, nos Estados Unidos.

O primeiro foi o general Maurício Vieira Gama, o adido que a Força Terrestre mantém em Washington. Em seguida, foi a vez de o general Flávio Moreira Matias, que ocupa um posto no US Southern Command, o Comando Sul dos EUA. Ambos garantiram que tudo estava tranquilo; não haveria nenhum desdobramento desde que os americanos cancelaram um exercício previsto para ser feito com a Força Aérea Brasileira.

Mas, como se sabe, não há seguro contra a história; não há apólice que nos proteja de infortúnios, mesmo quando o comandante do Exército, o general Tomás Miguel Ribeiro de Paiva, preparava-se para proclamar que sua espada não tem partido, o que ocorreria no dia seguinte, na solenidade do Dia do Soldado, em Brasília. Sua intenção era mostrar que “institucionalidade” estava preservada em meio aos contínuos abalos políticos.

Na noite anterior, a Polícia Federal concluíra o inquérito sobre a tentativa de Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo de obstruíram o processo no Supremo Tribunal Federal (STF), aliando-se aos interesses empresariais de Trump para submeter a economia do País a um colapso que pudesse pôr a nação de joelhos diante dos interesses da família.

Tudo demonstrava que a escalada dos EUA contra o Brasil tinha muito mais um aspecto político, não obedeceria, portanto, ao tradicional pragmatismo e racionalidade econômica que guiaram durante anos as ações da diplomacia americana. Era uma ação para solapar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva com custos menores do que o envio de uma frota para a foz do Amazônia ou para o Rio.

Na quinta-feira, veio a primeira reação brasileira aos humores de Washington, ainda que disfarçada de contenção de gastos em meio a um déficit crescente do setor público: estavam canceladas a parte internacional da Operação Formosa, do Corpo de Fuzileiros Navais, e a Operação Core, do Exército, que se realizaria na caatinga.

Manter o Exército distante da efervescência política e evitar que seja tragado pela crise interna e pela externa enquanto espera sensibilizar as lideranças nacionais de que o silêncio não pode significar despreparo, dependência e insuficiência de recursos é o objetivo não só da Força Terrestre, mas também da FAB e da Marinha.

Fonte: Agência estado

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