Mais cedo, o Irã já tinha afirmado que a reabertura do Estreito de Ormuz depende do fim definitivo da guerra com os Estados Unidos e Israel e de garantias de segurança.

Os Estados Unidos manterão o bloqueio naval aos portos iranianos por meses, se necessário, disse Donald Trump a executivos da indústria petrolífera, segundo um funcionário da Casa Branca ontem. O presidente realizou uma reunião com líderes do setor na terça-feira, na Casa Branca, informou o Axios.
Na reunião, discutiram “as medidas tomadas pelo presidente para aliviar a situação nos mercados globais de petróleo e aquelas que poderiam ser tomadas para manter o bloqueio atual por meses, se necessário, e minimizar o impacto sobre os consumidores americanos”, disse o funcionário, que falou sob condição de anonimato, à AFP.
Autoridades americanas disseram ao The Wall Street Journal que o presidente dos EUA, Donald Trump, está cético em relação a uma oferta feita pelo Irã que prevê a reabertura do estreito.
Em entrevista à emissora Fox News, o secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington exige que Ormuz opere como antes da guerra, quando 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo passavam por essa região.
Mais cedo, o Irã já tinha afirmado que a reabertura do Estreito de Ormuz depende do fim definitivo da guerra com os Estados Unidos e Israel e de garantias de segurança.
Segundo a agência de notícias semi-oficial iraniana Fars News Agency, o vice-ministro da Defesa do Irã, Reza Talaei-Nik, disse que reconhece as preocupações internacionais em relação às restrições impostas por Teerã na via marítima, mas afirmou que elas são uma resposta aos ataques americanos e israelenses.
Talaei-Nik disse que o Irã só permitirá a passagem de navios pelo estreito caso o conflito termine “permanentemente”. “Permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na agenda após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não coloquem em risco a segurança do Irã”, acrescentou.
O fluxo de embarcações em Ormuz está reduzido nos últimos dois meses, não apenas devido às restrições impostas pelo Irã, mas também pelo bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos iranianos e por apreensões de navios na região.
A garantia de segurança e estabilidade no estreito no pós-guerra, no entanto, não deve ser gratuita. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento do Irã aprovou um plano para impor taxas a navios que atravessem a via marítima. /Com informações da AFP.
Fonte: Estadão




