21 C
Remanso, BR
7 de julho de 2020
Remanso News
  • Home
  • Notícias
  • Aras recebe relatório da CPI do BNDES que pede indiciamento de Mantega e Palocci
Notícias

Aras recebe relatório da CPI do BNDES que pede indiciamento de Mantega e Palocci

O procurador-geral da República Augusto Aras recebeu relatório final da CPI do BNDES, de 395 páginas, que pede o indiciamento dos ex-ministros Guido Mantega (Fazenda) e Antônio Palocci (Fazenda/Casa Cívil) – Governos Lula e Dilma -, por corrupção passiva e formação de quadrilha em contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O documento foi entregue por deputados que aprovaram o texto final em outubro.

Além dos ex-ministros dos governos petistas, o relatório pede a Aras indiciamento de outros 50 citados, incluindo os empresários Marcelo e Emílio Odebrecht, os ex-ministros Celso Amorim e Paulo Bernardo, os donos da JBS Wesley e Joesley Batista, e membros da diretoria do BNDES.

Em nota divulgada no site da PGR, Aras afirmou que irá analisar o material para encaminhá-lo aos setores específicos do Ministério Público Federal para que sejam tomadas ‘as medidas cabíveis’.

A CPI apurou supostas falhas no financiamento de obras por parte do BNDES em países como Cuba, Venezuela e Moçambique durante os governos Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2016).

Os empréstimos, segundo o relatório, eram destinados à política de ‘campeãs nacionais’, voltada para a internacionalização de empresas brasileiras. O banco público sempre negou irregularidades.

Apesar das investigações serem referentes a empréstimos do período de governo Lula e Dilma, os nomes dos ex-presidentes ficaram de fora do documento. Acordo costurado pelo PT com partidos do Centrão e o deputado Altineu Côrtes (PL-SP), relator da CPI, retirou pedido de indiciamento contra os petistas.

JBS. Além do indiciamento de Joesley e Wesley Batista, o relatório também pede a rescisão dos acordos de delação premiada firmada pelos empresários. Segundo o documento, ‘há robustos elementos de prova’ que indicam que os dois irmãos e Ricardo Saud ‘omitiram diversas informações e faltaram com a verdade’ nos depoimentos prestados à PGR.

A delação dos irmãos Batista foi firmado em 7 de abril de 2017 e suas declarações quase levaram à queda do então presidente Michel Temer (MDB). A colaboração, no entanto, é questionada no Supremo após questionamentos de que Joesley e Wesley omitiram detalhes de esquemas de corrupção. No início do mês, Aras pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que anulassem as delações por considerar os empresários ‘desleais’ e afirmar que agiram com má-fé ao omitir fatos do Ministério Público Federal e contar com a ajuda do ex-procurador Marcelo Miller, acusado de fazer “jogo duplo”, ao auxiliar o grupo J&F enquanto ainda mantinha vínculos com a Procuradoria.

Paulo Roberto Netto – O Estado de S.Paulo

Posts relacionados

Notícias da cidade: Homem é morto e queimado junto com seu cavalo no município de Remanso

Redação Remanso News

Depois de 9 meses secretária de saúde pede demissão do cargo em Campo Alegre de Lourdes

Redação Remanso News

Seleção de Remanso está na final do Campeonato de Anísio de Abreu 2015

Redação Remanso News

Exigência do diploma de jornalista volta à pauta do Plenário nesta terça

Redação Remanso News

Propostas de mudança nas leis trabalhistas devem ser feitas só em 2017

Redação Remanso News

Deputado Roberto Carlos anuncia oficialmente Dra Dulce como vice para compor a chapa de Paulo Bomfim

Redação Remanso News

Deixe um comentário