25.8 C
Remanso, BR
22 de abril de 2024
Remanso News
  • Home
  • Destaque
  • Preço do gás de cozinha nas refinarias aumentou mais de 600% entre 2002 e 2021
Destaque

Preço do gás de cozinha nas refinarias aumentou mais de 600% entre 2002 e 2021

Houve um maior comprometimento da renda familiar destinada para este item de consumo dos domicílios brasileiros

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan-BA), por meio de esforços de integrantes de seu corpo técnico, elaborou um estudo sobre o preço do gás de cozinha intitulado “Preço do Gás de Cozinha (GLP) – 2002-2021. Bahia-Brasil”. A análise foi feita considerando o botijão de gás de 13 kg, que, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é utilizado por 90,0% dos domicílios do país principalmente para o cozimento de alimentos – sendo, portanto, um importante item de consumo dos lares brasileiros. Por isso, as variações nos níveis de preços do botijão são prontamente sentidas pelas famílias brasileiras, sobretudo, as de menor renda, confirmou o estudo.

O levantamento também traz duas informações relevantes. A primeira delas mostra que, em 2020, o consumo de gás de cozinha aumentou cerca de 5,0%, quando comparado com o observado no ano de 2019, e isso se deve, provavelmente, pelo efeito da pandemia de Covid-19 e pela adoção de políticas de isolamento social e quarentena, que mantiveram fechados estabelecimentos comerciais como os restaurantes e induziram os brasileiros a prepararem refeições em casa. A segunda informação avaliza que houve um maior comprometimento da renda familiar destinada para este item de consumo dos domicílios brasileiros devido aos aumentos dos preços e da procura por botijões de gás.

Com base nos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018 do IBGE, o estudo da SEI ainda revelou que, no Brasil, 10,0% das famílias mais pobres comprometeram, em média, 6,2% do rendimento mensal familiar para comprar o gás de cozinha, ao passo que, na Bahia, esse comprometimento foi de 7,9%. Entretanto, entre os 10,0% mais ricos, esses percentuais eram de 0,4% e 0,5% para Brasil e Bahia, respectivamente, evidenciando que as elevações de preços do produto penalizaram mais fortemente os mais pobres.

Já na análise feita considerando como parâmetro o salário mínimo, verifica-se que, em 2021, o brasileiro gastava 7,9% (R$ 86,90) do salário mínimo para comprar um botijão de 13 kg. Ao mesmo tempo, os baianos comprometiam 7,4% (R$ 81,40) do mínimo para adquirir o mesmo botijão de 13 kg naquele ano.

O trabalho feito com dados levantados entre os anos de 2002 e 2021 pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) procurou explicar quais os mecanismos de formação de preços do GLP e como os mesmos foram gerados em cada etapa da cadeia produtiva, bem como eles se comportaram ao longo dos últimos anos. Analisou-se também os elementos que compõem o preço final do botijão de gás de 13 kg.

Contribuíram também para a elaboração desse estudo, a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA), o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), o Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgás) e a Petrobras. Contou-se, ainda, com informações do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Publicidade

Posts relacionados

Subsídios: Governo teme que postos não repassem menores preços dos combustíveis

Redação Remanso News

Dilma recebeu Fernando Collor em conversa reservada no Alvorada

Redação Remanso News

Surto de febre amarela faz Sesab recomendar vacinação em Remanso e em mais 44 municípios da Bahia

Redação Remanso News

Juazeiro: MP Federal ajuíza ação para que o Estado da Bahia não descredencie os serviços do SOTE

Redação Remanso News

Ministro da Comunicação Social de Dilma pede demissão

Redação Remanso News

LBV promove ação emergencial em apoio a famílias em situação de vulnerabilidade

Redação Remanso News

Deixe um comentário