1 de maio de 2026
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Política

Fraude no CNJ tenta expedir falso mandado de prisão contra Moraes e Lula

Ministro do STF teve mandado falso expedido em 2023, após invasão nos sistemas do CNJ pelo hacker Walter Delgatti Neto, a mando da então deputada Carla Zambelli

Foto: Ton Molina/NurPhoto via Getty Images

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou a identificar alterações indevidas em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. O órgão registrou a tentativa de expedição de mandado de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O CNJ confirmou o episódio nesta quinta-feira, 22.

Moraes já havia sido alvo uma invasão hacker nos sistemas do órgão. Na ocasião, o hacker Walter Delgatti Neto expediu, a mando da então deputada Carla Zambelli (PL-SP), um mandado de prisão falso contra o ministro, assinado pelo próprio magistrado. Os dois foram condenados pelo caso pelo Supremo. “Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L”, dizia um trecho do documento fake de 2023.

À reportagem, o CNJ informou que o episódio comunicado nesta quinta não se trata de uma invasão hacker, mas sim de um uso indevido do sistema. “As ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”, informou o órgão por meio de nota.

A reportagem tentou contato com o gabinete de Moraes e com a Presidência da República, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Delgatti está em regime semiberto e Zambelli, presa na Itália

Moraes autorizou neste mês o hacker Walter Delgatti Neto a progredir do regime fechado para o regime semiaberto no cumprimento de sua pena. Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ, a mando de Zambelli.

Já a ex-deputada aguarda, presa na Itália, decisão sobre sua extradição ao Brasil. A Justiça da Itália adiou nesta terça-feira, 20, o julgamento dela pela quarta vez.

Fonte: Estadão

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