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18 de abril de 2019
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Política

Oposição atribui a Prisco saída do PSC de bloco na AL-BA e fala em retaliação por perda de cargos

A notícia de que o PSC resolveu deixar o bloco formado com o PSDB na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) causou duas reações em deputados da bancada de oposição: surpresa e indignação.

Apesar de publicamente não falarem sobre o assunto, parlamentares encararam a decisão, nos bastidores, como traição do partido ao bloco contrário ao governador Rui Costa. Eles atribuem a saída ao deputado estadual Soldado Prisco (PSC), que teria arquitetado tudo como retaliação por ter perdido cargos na TV Assembleia – a Fundação Paulo Jackson, que administra a emissora, é comandada pela oposição. O parlamentar nega.

BNews apurou que os deputados ficaram irritados com o fato de não terem sido avisados previamente que a saída ocorreria. Os parlamentares souberam do ocorrido pela imprensa. A reação no grupo de WhatsApp formado por integrantes da oposição foi imediata.

Marcell Moraes (PSDB) teve a atitude mais colérica entre os deputados. Com discurso virulento, chamou o ato do PSC de “molecagem” e acusou o partido de faltar com “palavra e compromisso”. Imediatamente, outros colegas começaram a cobrar explicações de integrantes da sigla.

O deputado Laerte do Vando, por exemplo, foi o mais demandado para que esclarecesse a história. Em mensagem, Marcell chegou a dar um ultimato ao PSC. “Ou voltem atrás, ou me tenham como inimigo”, disse. “Se eu não presto para amigo, imagine para inimigo! […] Me considerem um inimigo caso não voltem atrás! […] Vão ganhar um inimigo pois me recuso a cumprimentar canalhas”, continuou, em mensagem recheada de pontos de exclamação.

Fora da Assembleia porque se licenciou do cargo para virar secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza, Leo Prates também se manifestou no grupo. Disse que, na política, é preciso ter palavra, mas que, na Casa, o que deveria ser princípio, virou “artigo de luxo”, terminando a mensagem com um “INFELIZMENTE” em caixa alta.

Líder da oposição, o deputado Targino Machado (DEM) tentou apaziguar os ânimos, pedindo calma aos deputados. No entanto, ponderou que já havia alertado ao prefeito ACM Neto que o comportamento demonstrado por Prisco apontava para uma possível saída do bloco. Segundo o deputado, Neto teria ficado de chamar o parlamentar para conversar.

O líder oposicionista informou também que conversou com o vice-prefeito Bruno Reis sobre Prisco, segundo ele, o “idealizador deste ato que não quero adjetivar”. Para Targino, no entanto, o “árbitro” deste assunto deveria ser o Palácio Thomé de Souza. O deputado ainda convocou uma reunião da bancada para a próxima segunda, às 11h, na qual o assunto será debatido.

O outro lado
Ao BNews, Prisco negou que a saída do PSC do bloco tivesse sido motivada pelo fato de ele ter perdido cargos na TV AL-BA. Segundo ele, a decisão foi tomada por questões políticas, relacionadas ainda a feridas deixadas pelas eleições de 2018.

“Ainda se guarda rusga desde a época da eleição, quando o PSC rompeu e decidiu montar bloco. A questão é respeito, eu sou um deputado como qualquer outro. A gente resolveu romper e continuar na bancada de oposição, fiel ao prefeito e ao grupo dele”, disse, referindo-se ao episódio em que o PSC decidiu formar uma chapa proporcional com PTB, SD e PPL, deixando de lado DEM, PSDB e PRB – a ideia inicial era realizar um chapão reunindo todas as siglas.

Por outro lado, o partido já dava sinais de insatisfação com o prefeito ACM Neto. O primeiro episódio de desgaste na relação ocorreu no início do ano, quando Neto deixou a sigla sem cargo de expressão no primeiro escalão. Recentemente, o vereador Ricardo Almeida foi retirado da segunda vice-liderança na Câmara Municipal. Causou estranhamento também o fato de o deputado estadual Tum, eleito pelo partido, ficar na base do governador Rui Costa.

Para tentar aparar as arestas, o prefeito ACM Neto disse que deve se reunir com o presidente estadual do partido, Heber Santana, “nos próximos dias”.

BN

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