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25 de agosto de 2019
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Produtores rurais e empresários do Norte da Bahia conhecem o abatedouro Cabrabom em Remanso

Fortalecer a cadeia produtiva da caprinovinocultura no Norte da Bahia, organizar e integrar produtores e empresas rurais, levar conhecimento e inovação para o campo e desenvolver estratégias para intensificar o acesso do produtor a novos mercados.  Esses são os principais objetivos do programa Bioma Caatinga, que vem sendo desenvolvido nos municípios de Juazeiro, Remanso, Casa Nova, Curaçá e Uauá desde 2013.

Uma das ações do programa foi realizada esta semana, na cidade de Remanso, onde cerca de 40 produtores, empresários de frigoríficos, restaurantes e casa de rações conheceram as instalações e atuação do abatedouro Cabrabom.

A unidade funciona desde agosto do ano passado, com capacidade de abater até 300 animais por semana e produção de cortes especiais da carne de caprinos e ovinos. Os produtos do abatedouro, entre eles a paleta, o carré e pernil, já estão presentes em supermercados, restaurantes e rede atacadistas de Juazeiro, Salvador e Feira de Santana, abrindo canais de comercialização para os pequenos produtores da região, que ofertam a matéria-prima para o abatedouro.

O programa, que está no terceiro ciclo e é fruto da parceria entre o Sebrae Bahia e Fundação Banco do Brasil, com o apoio da prefeitura municipal de Remanso e dos Sindicatos de Produtores Rurais, atende 600 produtores e 30 empresas rurais, oferecendo consultoria técnica, capacitações, palestras e troca de experiências por meio de intercâmbios e missões empresariais.

Integração da cadeia produtiva

Para o coordenador do Bioma Caatinga, Rinaldo Moraes, a missão técnica empresarial, além de abrir a visão do produtor rural sobre o crescimento da atividade, proporciona a integração da cadeia produtiva da caprinovinocultura, pois liga o produtor rural que está na base com a unidade produtora, que abate e comercializa a produção.

“Além de levar consultoria técnica gerencial para o homem do campo, também estimulamos a ter uma nova visão empresarial do seu negócio, fazer novos contatos, trocar experiência e pensar como pode agregar valor à sua produção e, ao final, conseguir colocar mais dinheiro no bolso, eliminando intermediários e comercializando diretamente com a indústria”, afirma.   

O veterinário Jael Coelho foi o responsável por receber os participantes da missão empresarial no Cabrabom. Ele mostrou como funcionam as etapas de compra dos animais, abate, processamento da carne de caprino e ovino até a comercialização.

A empresa também está inserida no atendimento do Bioma Caatinga e o veterinário sabe da importância dessa integração da cadeia produtiva, que beneficia tanto o abatedouro, quanto o pequeno produtor, que tem destino certo para vender sua produção.

“Realmente precisamos da força do pequeno produtor e eles têm atendido a nossa demanda. Mesmo em períodos de longa estiagem, sempre há oferta de animais para a indústria, sinal que o produtor está buscando a qualidade do rebanho, alcance do peso ideal para o abate, e mostrando disciplina na vermifugação e controle de doenças. O programa tem levando essa conscientização e eles têm colocado em prática, prova disso é que o número de condenações de vísceras causado por verminoses caiu consideravelmente”, atesta.

Mauro Moreira, produtor rural na região de Curaçá, reconhece que a atuação do Bioma Caatinga na propriedade mudou a visão dele sobre como gerir um empreendimento rural, principalmente em relação ao manejo sanitário e controle de doenças.

“Eu pensava que sabia fazer o manejo adequado na minha propriedade, mas com a orientação técnica, percebi que precisava melhorar. Muitas doenças a gente nem conhecia e simplesmente descartava o animal. Aprendemos a identificar, tratar e, principalmente, prevenir gastando menos”, confessa.

O produtor rural, que cria cerca de 300 animais, também está animado em fechar negócio com o abatedouro e acredita que a parceria será o pontapé inicial para lucrar mais e alcançar novos mercados. “Com o contrato firmado com o abatedouro, teremos venda certa. Nossa margem de lucro será bem melhor e poderemos reinvestir na propriedade”, comemora.

Agência Sebrae

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