
Os trabalhadores e trabalhadoras da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) aprovaram, em assembleias descentralizadas realizadas no Recife, Caruaru e Petrolina, a deflagração de greve por tempo indeterminado. Nas redes sociais moradores de Petrolina questionam “a possível falta de água agravar os transtornos nos bairros mais afastados do centro”.
A paralisação começa na segunda-feira, 13 de outubro de 2025, com um grande ato em frente à sede administrativa da Compesa. De acordo com o sindicato a decisão reflete o compromisso da categoria com a defesa de uma Compesa 100% pública, eficiente e com trabalhadores valorizados, e por um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) justo.
“A greve ocorre em meio ao processo de privatização parcial da Compesa, anunciado pelo Governo de Pernambuco, comandado pela governadora Raquel Lyra (PSDB). No último dia 12 de setembro, o governo confirmou a data do leilão de concessão parcial da Companhia, que prevê a transferência dos serviços de distribuição de água e coleta de esgoto para a iniciativa privada.
Em resposta a REDEGN a assessoria de Imprensa da Compesa informou que em relação ao indicativo de greve, a Compesa informa que todos os seus serviços estão sendo prestados normalmente, sem qualquer interrupção.
A instituição reafirma seu compromisso com a continuidade e a qualidade do atendimento à população.
Sobre as tratativas em curso, a companhia informa que já foi convocada uma reunião de conciliação com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para a próxima segunda-feira (13), com o objetivo de avançar no diálogo e buscar a conciliação e o fechamento do acordo coletivo.
Fonte: RedeGN




