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22 de julho de 2019
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430 foguetes foram disparados contra Israel nas últimas 24h

As Forças de Defesa de Israel afirmaram neste domingo (5) que 430 foguetes foram disparados de Gaza contra o território israelense nas últimas 24 horas. Em represália, ataques israelenses já mataram ao menos quatro palestinos, entre eles um bebê palestino e sua mãe, grávida, informaram fontes em Gaza, o que fragiliza o precário cessar-fogo na região. Várias dezenas de foguetes foram interceptados pela defesa antimísseis, indicaram as Forças Armadas israelenses. Grande parte  impactou áreas não habitadas, segundo a Polícia.

Um israelense de 60 anos, identificado como Moshe Agadi, morreu no hospital devido às feridas causadas por um foguete que caiu na cidade de Ashkelon.

Uma israelense de 80 anos ficou gravemente ferida por estilhaços de um foguete em Kyriat Gat, a 20 km de Gaza, e um israelense de 50 anos ficou ferido em Ashkelon, segundo a Polícia.

Este é o mais intenso disparo de foguetes contra Israel em um único dia nos últimos anos.

Nas dezenas de ataques lançados por Israel, quatro palestinos morreram e 17 ficaram feridos, segundo o ministério da Saúde de Gaza, enclave controlado pelo Hamas.

Uma bebê de 14 meses e sua mãe, grávida, morreram em um ataque que atingiu sua casa em Gaza, segundo esta fonte e pessoas próximas das vítimas. Uma irmã da bebê ficou gravemente ferida.

“Estávamos almoçando quando a casa foi bombardeada por um avião israelense. (A bebê) Saba morreu na hora” contou à AFP Abu Mohamed Abu Arar, um amigo da família. “Falastin Abu Arar, de 37 anos, grávida, morreu pelos disparos que sofreu na cabeça”, informou o ministério.

O Exército israelense negou esta versão. O porta-voz militar Avichay Adraee sugeriu no Twitter, em árabe, que a morte da mãe e da filha talvez tenha ocorrido por um disparo palestino, sem dar mais detalhes.

120 alvos em Gaza
Ao cair da tarde, as sirenes continuavam soando nas regiões israelenses fronteiriças com a Faixa de Gaza, segundo os militares. A Polícia pediu aos moradores que se dirigissem aos refúgios a cada alerta.

O movimento Jihad Islâmica reivindicou ter disparado uma parte destes foguetes e disse que continuaria com o ataque.

Em vídeo divulgado pelas redes sociais, o braço armado do grupo ameaçou atacar vários objetivos estratégicos israelenses, como o aeroporto internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv.

A Força Aérea atacou 120 posições do Hamas e de seu aliado, Jihad islâmica, segundo fontes militares, entre elas várias bases e um túnel da Jihad Islâmica destinada a realizar ataques em território israelense.

As Forças Armadas  israelenses também destruíram dois edifícios de vários andadres na Cidade de Gaza, segundo moradores. O Exército indicou que um deles alojava serviços de Inteligência militar e serviços de segurança do Hamas.

Moradores do bairro contaram que o prédio com vários andares abrigava o escritório da agência de imprensa estatal turca Anadolu, uma informação confirmada pela Turquia, que condenou “com firmeza” o ataque, denunciando uma “agressividade sem limites”.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condenou o ataque no Twitter e assegurou que “a Turquia e a agência Anadolu continuarão contando ao mundo sobre o terrorismo e as atrocidades de Israel em Gaza e em outras partes da Palestina”.

Segundo a Anadolu, o pessoal da agência conseguiu deixar o prédio pouco antes do ataque, pois este foi antecedido de um aviso.

Neste contexto, Israel anunciou o fechamento das passagens fronteiriças de Gaza e a proibição à pesca no litoral do enclave.

Mediação do Egito
Segundo uma fonte da Jihad Islâmica no Egito, que atua como intermediário entre Hamas e Israel, tenta fazer uma mediação para reduzir a tensão.

Em Bruxelas, a União Europeia (UE) pediu o “cessar imediato” dos disparos.

O emissário da ONU encarregado do conflito israelense-palestino,  Nickolay Mladenov, exortou “todas as partes a acalmar a situação e retornar ao entendimento dos últimos meses”.

Já os Estados Unidos disseram apoiar o “direito” de Israel à sua “defesa própria”.

Israel e Hamas se enfrentaram em três guerras desde 2008.

No fim de março, sob os auspícios do Egito e da ONU, negociou-se um cessar-fogo, anunciado pelo Hamas, mas nunca confirmado por Israel. Isto permitiu manter uma relativa tranquilidade, durante as eleições legislativas israelenses de 9 de abril.

Mas a situação se degradou durante esta semana. Voltaram os disparos de foguetes e balões incendiários palestinos, assim como represálias israelenses.

Três fatores poderiam, no entanto, empurrar Israel a acalmar a situação: as negociações em andamento para a formação de uma coalizão governamental após a vitória de Netanyahu nas eleições, o concurso musical Eurovision previsto em Tel Aviv em meados de maio, e as celebrações pela criação do Estado de Israel na quinta-feira.

Desde março de 2018, os palestinos se manifestam na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel contra o bloqueio do enclave e pelo retorno dos refugiados que foram expulsos ou tiveram que deixar suas terras após a criação de Israel, em 1948.

Ao menos 271 palestinos morreram desde o início da mobilização, nas manifestações ou nos ataques israelenses como represália. Do lado israelense, dois soldados morreram.

Os organizadores das manifestações e o Hamas asseguram que o movimento da “Grande marcha do retorno” é independente. Israel, ao contrário, acusa o Hamas de orquestrar estas manifestações.

AFP

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